MARY e JAIRO
"Casal de Lobos"

 

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Olá! Tudo Bem com Vcs?

Hoje estou postando um CONTO de minha autoria. Algumas pessoas podem já ter lido. Mas, este é um de meus contos que mais gosto. Apesar de um pouco triste. Pra quem já leu, creio que vale reler! rss...

NOITE VAZIA

 A noite está fria, uma noite fria e chuvosa de inverno. E numa rua escura do centro da cidade, próximo à Lapa, Tereza caminha apressadamente, pela calçada estreita, espremida entre carros estacionados e alguns sacos de lixo, nas portas de algumas lojas fechadas.

 A rua está práticamente vazia, mas uns poucos butecos estão como sempre, abertos com os mesmos pinguços. Uma garoa fria começa a cair e Tereza fecha um pouco mais o sobretudo e acelera mais o passo.  Chega à um sobrado,onde pára,olha para os lados para ver se não está sendo seguida. Abre a bolsa e tira uma chave, com a qual abre a porta antiga. Entra rápidamente,passando de novo a chave na fechadura da porta, por dentro, e sobe a escada de madeira. O ranger dos antigos degraus dão a impressão de que a escada precisará de reparos em breve.  A escada parece frágil e sem segurança, assim como a vida de Tereza, jovem frágil e insegura.

Ao chegar ao alto da escada,a jovem mulher abre uma outra porta antiga, que poderia ser aberta com um simples empurrão. Ela entra apressada e amedrontada numa sala ligeiramente desarrumada. Quadros recém pintados num canto da sala, e alguns livros espalhados sobre uma mesa redonda,em frente à porta. Uma pequena estante, com mais livros, alguns antigos e outros novos, ficava ao lado da mesa, que tinha cadeiras com assentos de palhinha, cobertos por almofadas de veludo verde escuro, já um pouco envelhecidas. Em frente à estante havia um sofá, também antigo,  contrastando com a juventude da moradora. E jogado sobre o sofá, um jornal dobrado, provávelmente daquele dia.

 Tereza vai até o quarto para ver se está mesmo só. E se sente ao mesmo tempo, amedrontada e aliviada.  Então dá um leve sorrizo ao ouvir um doce miado e sentir um pêlo macio à seus pés. É Tom, um angorá cinza!

 Tereza tira o sobretudo umidecido pelos pingos de chuva e pendura num cabide de pé, no canto do quarto. Começa a despir-se, tirando um vestido "tubinho" prêto, comprado em um brechó, meses atrás. Entra no banheiro, abre o chuveiro e deixa a água morna molhar seus cabelos finos e seu corpo delgado. Quer se sentir limpa, que a água levasse para o ralo tudo de ruím de sua vida. Pega o sabonete e passa por todo corpo, várias vezes, achando que precisa se sentir limpa, por fora e também por dentro. Querendo que o ralo sugasse sua tristeza, juntamente com a água de sabão. E deixando a água tomar conta de seu corpo, por mais alguns minutos, fecha a torneira, pega uma toalha de rosto, enrola os cabelos molhados, seca seu corpo suavemente com uma toalha branca e macia, pendurada ao lado do box. Veste um roupão atoalhado,azul-claro, e limpa o espelho embaçado pelo vapor do banho quente, com a beira da toalha.

 Contempla seu rosto abatido, no espelho recém limpo. As olheiras se destacam mais que o azul de seus olhos. Vai até a sala, pega um porta-retrato que está na estante. É um belo rapaz, trajando uniforme de piloto. Seus olhos se enchem de lágrimas.

 Vai até o sofá, se senta e pega o jornal , displicentemente jogado. Na primeira folha, a manchete de um acidente aéreo. Os cinco ocupantes mortos, inclusive o piloto. Tereza abraça o porta-retrato e o jornal, se deita alí mesmo no antigo sofá e adormece.

 Amanhã será um novo dia...


(Escrito por MARY AM.)

 

Espero que tenham gostado!

Beijosss,

MARY AM.



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Postado por: Casal de Lobos às 23h13
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